domingo, 22 de janeiro de 2012

Prazer, Salvador (BA)


Praia. Sol. Samba. Carnaval. Alegria. Tudo isto somado a mais uma vontade de conhecer um lugar diferente é o que leva as pessoas a irem visitar Salvador, na Bahia. Estes foram os motivos que me levaram a visitá-la, aliás. Só que, chegando lá, percebe-se que esta imagem que a mídia coloca na cidade é um pouco exagerada e fora da realidade.
O local, por causa de sua alta taxa de natalidade, tem uma população muito abundante. Uma das maiores do Nordeste brasileiro, o que faz com que haja uma diferença aparente onde é a parte mais rica e a parte mais pobre da cidade. Apesar de já haver a divisão entre “Cidade Alta” e “Cidade Baixa” (a primeira seria para os mais abastados e a segunda para os menos), a divisão já não é mais tão fiel.
Antigamente, quando o porto era mais utilizado a população mais pobre cresceu ao seu redor, já que era lá onde trabalhavam, e os mais ricos ficaram nas partes mais altas. Porém, agora, parece que alguns pontos da Cidade Alta, por serem mais antigos, estão sendo esquecidos e estão, portanto, ficando mais degradados. O que é péssimo para a capital baiana, pois os turistas não gostam de ver paisagens desagradáveis.
A cidade, também, é muito suja, e é até incrível alguém que mora em São Paulo estar reparando e reclamando disso, mas esta sujeira fez com que os pontos históricos ficassem deteriorados e perdessem sua beleza, afinal, onde há beleza no meio de sujeira? Também, a violência é enorme. Conversando com uma moça no aeroporto de Salvador ela me disse: “vocês [eu estava com a minha amiga] foram ao Pelourinho?”; nós: “fomos sim”;  e ela respondeu: “perceberam como é perigoso? Eu fiquei sabendo que nos meses de janeiro e fevereiro eles redobram o policiamento por causa dos turistas, mas que no resto do ano é tudo um caos”. Incrível como uma cidade que ganha sua renda em torno do turismo não consiga proporcionar o mínimo de segurança a ninguém (incluindo os próprios habitantes da cidade).
Somado à sujeira da cidade, está a das praias de Salvador. Nunca vi praias tão sujas. Eu fiquei alojada em um condomínio na ilha de Itaparica, e pude presenciar o que são praias dignas a serem utilizadas por turistas: limpas e sem muitos vendedores perambulando. O que leva a, mais uma vez, outra pergunta: como uma cidade que gira em torno do turismo não consegue ter praias limpas?
Não é de minha intenção criticar a cidade, porque ela tem sim seus pontos altos, mas é de frisar que ela não é tão impressionante quanto se crê. Acredito que se medidas de limpeza fossem proporcionadas, tudo seria bem mais agradável; só que o governo não consegue agir sozinho em tais medidas, ele precisa que os cidadãos se conscientizem de que é necessário cuidar da cidade onde moram.

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